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Leia a Última Edição!

II Série Volume 34 Número 9
Setembro 2021

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  1- Factores de recorrência das lesões intraepiteliais do colo do útero.

2- Duodenoscopia e colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (cpre) no diagnóstico da patologia biliar e pancreática. Experiência dos primeiros 150 exames.

3- Mefedrona, a Nova Droga de Abuso: Farmacocinética, Farmacodinâmica e Implicações Clínicas e Forenses

4- História natural da dilatação pielocalicial pré-natal.

5- Drogas antidepressivas.

6- Erisipela.

7- Abordagem terapêutica das úlceras de pressão--intervenções baseadas na evidência.

8- Traumatismo Crânio-Encefálico: Abordagem Integrada

9- Ulceras genitais causadas por infecções sexualmente transmissíveis: actualização do diagnóstico e terapêuticas, e a sua importância na pandemia do VIH.

10- Abordagem actual da gota.

11- Vasculite livedóide.

12- Cisto de Tarlov: definição, etiopatogenia, propedêutica e linhas de tratamento.

13- Tratamento antibiótico da cistite não complicada em mulheres não grávidas até à menopausa.

14- Urolitíase e cólica renal. Perspectiva terapêutica em Urologia.

15- Inversão uterina.

16- Pancreatite aguda. Actualização e proposta de protocolo de abordagem.

17- Pancreatite aguda. Actualização e proposta de protocolo de abordagem.

18- Neuroanatomia funcional. Anatomia das áreas activáveis nos usuais paradigmas em ressonância magnética funcional.

19- Neuroanatomia funcional. Anatomia das áreas activáveis nos usuais paradigmas em ressonância magnética funcional.

20- Neuroanatomia funcional. Anatomia das áreas activáveis nos usuais paradigmas em ressonância magnética funcional.

 
   

O que Leva à Recusa de um Doente Para Cirurgia de Ambulatório? Um Modelo Preditivo de Regressão Logística Baseado numa Análise Retrospetiva de Cinco Anos de Doentes com Hérnia da Parede Abdominal



Introdução: A cirurgia de ambulatório tem benefícios comprovados no bem-estar dos doentes e na redução de custos dos sistemas de saúde. Porém, alguns doentes referenciados para cirurgia de ambulatório são recusados e encaminhados para internamento. Os motivos desta recusa ainda não foram estudados. Neste trabalho identificámos, retrospectivamente, variáveis significativas na recusa dos doentes e fornecemos uma ferramenta matemática capaz de prever de forma precisa aqueles que serão rejeitados.
Material e Métodos: Ao longo de cinco anos (2014 - 2018), todos os doentes submetidos a correção cirúrgica de hérnia abdominal em regime de internamento no nosso centro hospitalar previamente recusados para cirurgia de ambulatório foram analisados para um total de 94 variáveis. Um modelo de regressão logística multivariada foi desenvolvido para identificar os fatores de risco para recusa usando dados de 136 doentes (65 recusados vs 71 aceites). Um índice preditivo para recusa de cirurgia em ambulatório, IRAS, foi criado e testado (n = 62 doentes).
Resultados: O IRAS incluiu cinco fatores de risco significativos: diabetes mellitus tipo 2 [OR 14,669 (2,982; 72,154)], estado físico [OR 49,155 (15,532; 155,555)], neoplasia maligna prévia [OR 14,518 (2,653; 79,441)], cirurgia abdominal prévia [OR 3,455 (1,006; 11,866)] e uso de agentes antiplaquetários [OR 25,600 (4,309; 152,066)]. Todos os fatores de risco foram associados a elevado risco de recusa (OR entre 3,455 para história de cirurgia abdominal prévia e 49,155 de acordo com a classificação do estado físico segundo a American Society of Anaesthesiologists). A definição de cinco pontos como a pontuação máxima do IRAS que prevê adequação para cirurgia de ambulatório resultou num valor preditivo positivo de 93,55% e um valor preditivo negativo de 87,10%.
Discussão: Foram determinadas variáveis significativas para recusa de um doente para cirurgia de ambulatório e construído um índice de risco de fácil utilização, IRAS, capaz de predizer que doentes serão recusados com boa precisão.
Conclusão: O índice IRAS é uma ferramenta útil que pode contribuir para a redução dos tempos de espera e melhorar a qualidade de vida dos doentes.

Leia aqui o artigo completo (apenas em inglês).