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II Série Volume 34 Número 4
Abril 2021

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  1- Factores de recorrência das lesões intraepiteliais do colo do útero.

2- Duodenoscopia e colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (cpre) no diagnóstico da patologia biliar e pancreática. Experiência dos primeiros 150 exames.

3- Mefedrona, a Nova Droga de Abuso: Farmacocinética, Farmacodinâmica e Implicações Clínicas e Forenses

4- História natural da dilatação pielocalicial pré-natal.

5- Drogas antidepressivas.

6- Erisipela.

7- Abordagem terapêutica das úlceras de pressão--intervenções baseadas na evidência.

8- Traumatismo Crânio-Encefálico: Abordagem Integrada

9- Ulceras genitais causadas por infecções sexualmente transmissíveis: actualização do diagnóstico e terapêuticas, e a sua importância na pandemia do VIH.

10- Abordagem actual da gota.

11- Vasculite livedóide.

12- Cisto de Tarlov: definição, etiopatogenia, propedêutica e linhas de tratamento.

13- Tratamento antibiótico da cistite não complicada em mulheres não grávidas até à menopausa.

14- Urolitíase e cólica renal. Perspectiva terapêutica em Urologia.

15- Inversão uterina.

16- Princípios básicos em cirurgia: fios de sutura.

17- Síndrome linfoproliferativo autoimune.

18- Abordagem diagnóstica das neuropatias periféricas.

19- Abordagem diagnóstica das neuropatias periféricas.

20- Ectopia pancreática.

 
   

Endocardite Infecciosa Como Causa de Morte: Um Estudo Populacional em Portugal, de 2002 a 2018



Introdução: A endocardite infeciosa apresenta uma taxa substancial de morbilidade e mortalidade. Estudos populacionais que abordam a mortalidade por endocardite infeciosa em Portugal são escassos. O nosso objetivo foi estudar as mortes causadas por endocardite infeciosa e os dados demográficos e tendências temporais correspondentes.
Material e Métodos: Estudo de coorte retrospetivo de todos os doentes cuja causa de óbito foi endocardite infeciosa em Portugal entre 2002 e 2018. Os dados foram obtidos no sistema nacional de informação de certificados de óbito.
Resultados: Em Portugal, 3634 pessoas morreram de endocardite infeciosa ao longo de um período de 17 anos - taxa de mortalidade específica da endocardite infeciosa de 2,1 por 100 000 habitantes. De todos os falecidos, 89% tinham pelo menos 60 anos, a maior parte dos quais do género feminino (55%) e morreram por endocardite infeciosa. Globalmente, 72% morreram numa instituição de saúde. Foi demonstrado um aumento anual de 9% na taxa de mortalidade por endocardite infeciosa, com uma tendência ascendente significativa nos meses mais frios.
Discussão: Em Portugal, a mortalidade por endocardite infeciosa aumentou, afetando principalmente doentes mais idosos e mulheres, o que pode ser parcialmente explicado pelo envelhecimento da população. O manejo de doentes idosos com endocardite infeciosa é exigente, pois apresentam maior número de comorbidades, mais valvulopatia e próteses valvulares, procedimentos médicos invasivos e menor probabilidade de serem submetidos a cirurgia cardíaca.
Conclusão: Para além dos dados sobre a evolução demográfica de Portugal, é indispensável rever a incidência da endocardite infeciosa e a sua tendência, de forma a melhor interpretar estes resultados. É fundamental identificar indicadores que possam ser usados para melhor modelar as políticas nacionais de saúde, de forma a melhorar os resultados clínicos na endocardite infeciosa no nosso país.

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