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II Série Volume 33 Número 9
Setembro 2020

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  1- Factores de recorrência das lesões intraepiteliais do colo do útero.

2- Duodenoscopia e colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (cpre) no diagnóstico da patologia biliar e pancreática. Experiência dos primeiros 150 exames.

3- Mefedrona, a Nova Droga de Abuso: Farmacocinética, Farmacodinâmica e Implicações Clínicas e Forenses

4- História natural da dilatação pielocalicial pré-natal.

5- Drogas antidepressivas.

6- Erisipela.

7- Abordagem terapêutica das úlceras de pressão--intervenções baseadas na evidência.

8- Traumatismo Crânio-Encefálico: Abordagem Integrada

9- Ulceras genitais causadas por infecções sexualmente transmissíveis: actualização do diagnóstico e terapêuticas, e a sua importância na pandemia do VIH.

10- Abordagem actual da gota.

11- Vasculite livedóide.

12- Cisto de Tarlov: definição, etiopatogenia, propedêutica e linhas de tratamento.

13- Tratamento antibiótico da cistite não complicada em mulheres não grávidas até à menopausa.

14- Urolitíase e cólica renal. Perspectiva terapêutica em Urologia.

15- Inversão uterina.

16- Princípios básicos em cirurgia: fios de sutura.

17- Rabdomiólise.

18- Síndrome linfoproliferativo autoimune.

19- Pancreatite aguda. Actualização e proposta de protocolo de abordagem.

20- Ectopia pancreática.

 
   

Série de Casos de 103 Crianças com Infeção por SARS-CoV-2 em Portugal



Introdução: O Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte foi ativado para referência de doentes com infeção SARS-CoV-2 em 11 de março de 2020. O objetivo deste estudo é descrever a experiência do Departamento de Pediatria na abordagem e evolução clínica de crianças infetadas.
Material e Métodos: Realizámos um estudo observacional descritivo. Incluímos as crianças e adolescentes (0 aos 18 anos) com infeção por SARS-CoV-2 diagnosticados na urgência e internamento do nosso departamento entre 11 de março e 18 de junho de 2020. Consultámos registos internos e a plataforma Trace COVID-19 e contactámos os cuidadores para avaliação de seguimento.
Resultados: De 103 crianças diagnosticadas, 83% tiveram contacto prévio identificado com doente infetado, 43% doentes apresentaram febre e 42% sintomas respiratórios. Em 10% havia fatores de risco; 21% tinham idade inferior a um ano. Foram internadas 10% das crianças, uma em cuidados intensivos com síndrome inflamatória multissistémica pediátrica. Foi efetuada avaliação laboratorial em 9%, radiografia torácica em 7%. Nenhum recebeu suporte ventilatório, terapêutica antiviral ou realizou tomografia computorizada torácica. Foram reobservadas em serviço de urgência 8% das crianças, sendo internada uma. A evolução foi conhecida em 101 casos sendo favorável em todos.
Discussão: A maioria dos doentes tinha link epidemiológico familiar e pouca repercussão clínica, mesmo no primeiro ano de vida. A menor gravidade esperada na criança motivou a adoção de critérios habituais noutros quadros clínicos semelhantes para a realização de exames complementares de diagnóstico e internamento hospitalar. Não foi administrada terapêutica antiviral em nenhum doente por se considerar haver pouca evidência de benefício.
Conclusão: Esta estratégia traduziu-se num baixo consumo de recursos hospitalares e revelou-se segura nesta série.

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